Fonte: site "Em tempo online"
Responsável: Marcelo Guilherme
Os riscos do consumo de remédios falsificados podem ser maiores do que imaginamos. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice de utilização de medicamentos falsos está entre um dos maiores do mundo.
Remédios pirateados, contrabandeados e aqueles que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estão na lista de identificação dos remédios dessa categoria. E Manaus não foge da rota de contravenção desse tipo de medicamento que, além de não oferecer benefício, pode, ainda, causar sérios riscos ao consumidor.
De acordo com a farmacêutica Ednilza Guedes, conselheira-suplente do Conselho Federal de Farmácia e ex-gerente da Central de Medicamentos do Estado, o paciente que consumir um medicamento de procedência duvidosa corre o risco, não apenas de sofrer um ataque por consumir um composto nocivo, como também de permanecer o curso de destruição da doença no organismo, podendo deixar a enfermidade sem controle.
"Alguns dos medicamentos ilegais para emagrecer, por exemplo, contêm altas doses de hormônios", explica a especialista, podendo levar à taquicardia, à arritmia ou até mesmo à parada cardíaca. "Ou seja, a possibilidade de morte é concreta", diz Ednilza.
Ela também ressalta que independentemente de terem sido falsificados, contrabandeados ou de não portarem registro de comercialização, os produtos oferecem, de qualquer forma, imenso risco à saúde.
"Os falsificados, por exemplo, não contêm a substância ativa do original. No lugar, ou é colocado algo inócuo, como uma farinha qualquer, ou uma substância que pode fazer mal por sua toxicidade".
Ednilza alerta para o cuidado na hora de adquirir esse tipo de remédio. Segundo ela, o Conselho Regional de Farmácia (CRF) fiscaliza apenas a presença de um farmacêutico em cada estabelecimento que comercializa medicamentos. No entanto, a Anvisa é o órgão responsável por coagir a infração.
A especialista diz que, embora as fiscalizações sejam essenciais para que esse tipo de comercialização não aconteça, a população deve ficar atenta onde vai adquirir esse produto, pois, às vezes, o barato pode sair muito mais caro.