Fonte: Globo.com - Rio de Janeiro, RJ
BELO HORIZONTE - A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira, 17 mandados de busca e apreensão
em farmácias de cinco cidades de Minas Gerais - São João Del Rei, Tiradentes, Dores de Campos, Prados e São Tiago, na região do Campo das Vertentes.
Nos estabelecimentos vistoriados, os policiais e os fiscais da Anvisa, que também participaram da operação, apreenderam mais de 1. 500 caixas de remédios e 34 mil comprimidos avulsos, todos falsificados.
Também foram encontrados 15 quilos de produtos químicos que serviriam para produzir medicamentos
clandestinos. Sete pessoas foram presasem flagrante por venda ilegal de substâncias de uso controlado.
Quatro farmácias foram lacradas pela Anvisa. Segundo a Polícia Federal, a operação continua e outras pessoas podem ser presas até o fim do trabalho Para a Polícia Federal, as cidades de Cuiabá, no Mato grosso, e Foz do Iguaçu e Guaíra, no Paraná, são as
portas de entrada no país para medicamentos falsificados que vêm da Colômbia. Os remédios são produzidos em série em fábricas clandestinas em
Bogotá e outras três cidades na fronteira com o Brasil.
Entre os falsificados estão medicamentos usados no tratamento do câncer, pressão alta e até estimulantes
sexuais.
Na Colômbia, segundo a Interpol, os medicamentos são feitos com farinha e bicarbonato de sódio. Das fábricas saem comprimidos e ampolas, falsificações grosseiras de marcas conhecidas no mercado. Os remédios são levados da Colômbia para a Bolívia ou Paraguai e entram no Brasil em caminhões.
Os remédios falsificados chegam às mãos dos brasileiros, segundo a polícia, vendidos em farmácias que participam do esquema e até por camelôs. Segundo a polícia, é cada vez maior a participação de traficantes de armas e drogas nesse mercado. Ano passado, foram encontrados medicamentos em 10% das apreensões de drogas e armas.
Segundo a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, só nos primeiros três meses de 2009 foram apreendidas 170 toneladas de medicamentos falsificados, contrabandeados ou de uso proibido no Brasil.
Para tentar evitar falsificações, o consumidor deve sempre exigir nota fiscal. E checar se a caixa está lacrada e o selo de qualidade que só aparece depois que a marca de segurança é raspada.