Fonte: Estado de Minas - Belo Horizonte
Jornalista: Pedro Ferreira
Um homem acusado de contrabando de medicamentos foi preso na manhã de ontem, no Centro de Belo Horizonte, com 6,3 mil comprimidos de estimulantes sexuais, procedentes do Paraguai. João Alexandre de Carvalho, de 39 anos, morador do Bairro São Geraldo, Região Leste da capital, chegou a dizer aos policiais que os remédios eram para uso próprio. Ele foi preso a caminho de lojas da Região Central, onde pretendia distribuir as cápsulas, mas foi preso depois de cometer uma infração de trânsito. Um filho dele de 17 anos e um cunhado estavam no carro, mas o acusado assumiu o crime sozinho e os dois foram liberados.
O inspetor Mário Martins, da Guarda Municipal, disse que trabalhava nas proximidades da Praça da Estação quando João Alexandre fez uma manobra proibida com seu Gol. “Ele seguia pela Avenida dos Andradas, sentido Rodoviária, e na altura da Rua Guaicurus fez um cavalo de pau e retornou pela pista contrária, batendo no meio-fio. Eu fui ver se alguém havia passado mal ao volante e escutei um deles dizendo para sair fora com o carro, pois havia pintado sujeira”, disse o inspetor, que chamou o soldado Sérgio Luiz Santos, da 6ª Companhia do 16º Batalhão da PM, que passava pelo local.
Bolsa O Gol foi perseguido e o soldado pediu reforço pelo rádio, conseguindo interceptar o veículo na Rua Espírito Santo com Caetés. A bolsa com quatro tipos de estimulantes sexuais estava atrás do banco do Gol. A mercadoria, segundo o dono, está avaliada em R$ 7 mil. O acusado foi levado para a 21ª Delegacia Distrital e autuado em flagrante por contrabando. Ele foi recolhido numa cela do Ceresp Gameleira, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Todos os medicamentos apreendidos serão submetidos a perícia pelo Instituto de Criminalística, para saber se são verdadeiros ou falsificados. “As pessoas devem tomar muito cuidado com esse tipo de droga. Uma pessoa idosa pode sofrer uma parada cardíaca”, alerta o soldado Sérgio.
Segundo o PM, João Alexandre já tem outras ocorrências registradas pela polícia, também por contrabando. “Ele foi preso anteriormente com 3 mil comprimidos de estimulantes sexuais, além de eletrônicos, chegando à rodoviária de BH, vindo do Paraguai. Na época, as mercadorias não tinham nota fiscal”, disse o soldado, lembrando que esse processo ainda tramita na Justiça. “Há informação de que ele também fazia distribuição dos remédios em cidades do interior”, acrescentou o militar, que ontem também apreendeu bulas e selos de segurança para lacrar caixas de medicamentos.